“Pô, mas então, por que você não recomenda essa lanchonete?” – Você deve estar pensando.
Porque 99,99% dos clientes da Subway não entendem o conceito de lanche customizado. Não sabem fazer escolhas.
Aí você tá lá, no Shopping, acabou de sair do cinema, tá com aquela fome lazarenta e pensa “Hoje vou com um sanduíche animal!”. Mas chega lá no Subway e vê aquela fila de três, quatro pessoas. “Ok, será rápido”, você pensa. Mas aí começa:
Cliente burro: Escuta, como é que funciona isso aqui?
Atendente: Então, o senhor escolhe um dos modelos, e daí monta o sanduíche conforme as opções.
CB: hm, entendi. Então, me vê um italiano, com frango e almôndegas.
A: Desculpe, senhor, mas na verdade o modelo italiano não possui frango nem almôndegas.
CB: Mas não sou eu quem monta o sanduíche?
A: Sim, mas isso dentro dos modelos já prontos. O sr. escolhe outras coisas, como tipo de pão, queijo, salada, etc.
CB: Ah, entendi. Então, me vê o de frango mesmo.
A: Qual o pão, senhor?
CB: Como assim?
A (mostrando os tipos de pães disponíveis): Então, o sr. pode escolher entre esses tipos de pães para montar seu sanduíche.
CB: E qual a diferença?
A: Nenhuma, senhor. Vai da sua preferência.
CB (olha por cinco minutos cada um dos pães): Tá, então vai o normal mesmo.
A: Inteiro ou metade, senhor?
CB: Como assim?
Você: putaqueopariunegoburrodocaralho
A: Sr, o pão inteiro tem esse tamanho (aponta para o pão inteiro), mas o sr. pode escolher apenas a metade, se quiser.
CB: Mas será que sustenta, só a metade?
A: Bom, aí vai de cada um, sr.
CB: Tá, me vê um inteiro então.
Aí a moça começa a preparar o lanche. Na escolha do queijo, a parada recomeça:
A: Queijo cheddar, branco, ou suíço, senhor?
CB: Como assim?
A: O Sr. pode escolher entre três tipos de queijo para o seu sanduíche, sr. Tipo cheddar, branco ou suiço.
CB: E tem diferença no preço?
A: Não Sr.
CB: Então me vê o cheddar mesmo. Não, peralá, cheddar não fica legal com frango. Então vai o suíço. Hm, mas o suíço fica meio azedo com molho de tomate. E o branco é muito ruim. (mais cinco minutos de conflito interno) Ah, vai o cheddar mesmo.
A: OK. (coloca o queijo) O sr. quer o sanduíche quente ou frio?
CB: Qual a diferença?
Você: Deus do céu, povo lerdo!
CB: Pois é, né? Eles bem que podiam ser mais rápidos.
A: Senhor, caso queira o lanche quente, ele vai pro forno, demora uns segundos. Caso queira frio, vai do jeito que está. E não tem diferença no preço (aqui a atendente já começou a ficar esperta).
CB (pensando por mais uns cinco minutos): Tá, vai quente mesmo.
Nisso, a atendente já começa a adiantar o outro pedido (você é o terceiro na fila)
A: E a senhora, vai querer o lanche como?
CB2 (loira, põe o dedo na boca): Aí, não seeiiiii…. É muita opção!
Nessas você e a atendente trocam olhares. Ela diz “Por favor, me mate”. Você diz “Tú irás para o Céu, minha filha”. Isso, só no olhar. O apito do forno toca. O lanche do CB está pronto.
A: Catchup e mostarda, senhor?
CB: Hmm… será que fica bom com frango e cheddar? (minutos de tensão. Pelo rosto dele, o conflito interno era imenso). Ah, põe os dois.
Aí chega no molho e na salada. Inferno na Terra. Cada item (tomate, alface, azeitona, pimentão, rúcula, cebola, etc) requer uma longa reflexão, do tipo que uma pessoa normal só tem quando precisa decidir se salva a mãe ou a mulher que ama, sendo que só pode salvar uma.
Até chegar na sua vez, (e lembrem-se que ainda temos que esperar a CB2, loira e patricinha ao extremo) o stress e a espera já acabaram com a sua fome.
Acreditem, se quiser, essa história é real. Adoro lanchar no Subway, um dos melhores sanduíches que já provei, mas só consigo pedir alguma coisa lá se não houver mais ninguém pedindo. Não dá pra ficar numa fast-food que vira slow-food por conta de cliente sem-noção.
Daquela que vos ama..
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